Open Finance: 4 vantagens da recepção de dados que demonstram a importância de investir em soluções especializadas

Banco Central aponta que ainda há inconsistência na comunicação entre as instituições financeiras e elas podem prejudicar o acesso aos benefícios do novo sistema.

Trazendo a filosofia do compartilhamento de dados para elevar a qualidade dos serviços financeiros no país, com competitividade, personalização e tarifas mais atrativas, o Open Finance ganha espaço no mercado e as expectativas para o segundo semestre são grandes. Cerca de 800 instituições já estão participando do sistema aberto e cinco milhões de brasileiros já deram consentimento para o compartilhamento de seus dados. Contudo, ainda há desafios relacionados à qualidade das informações compartilhadas, havendo inconsistência na comunicação entre as instituições financeiras, de acordo com o Banco Central.

Nesse cenário, é importante aumentar o nível de informação sobre a recepção de dados, realizada apenas por instituições autorizadas e homologadas pelo Banco Central, conforme a regulação do Open Finance.

“Após o consentimento do consumidor ser obtido, as instituições autorizadas conseguem acessar os dados compartilhados e usá-los de forma segura para oferecer um produto mais específico às necessidades desse cliente. Para isso, precisam seguir os requisitos regulatórios e o ideal é contar com soluções prontas, que respeitam os critérios do Banco Central e acompanham mudanças de escopo, garantindo compliance full time”, explica Lorain Pazzetto, Head do Open Finance do Grupo FCamara, ecossistema de tecnologia e inovação que potencializa a transformação dos negócios ao prover desenvolvimento e soluções tecnológicas.

Conseguindo estabelecer esse processo de forma adequada, as instituições têm diversas vantagens e o executivo do Grupo FCamara destaca quatro delas. Confira:

1.  Competitividade no mercado

A recepção de dados torna o mercado mais competitivo, democratizando o acesso à informação para quem o cliente decidir enviar, em troca de produtos ofertados sob medida. Além disso, para as instituições, são mais informações que ajudam a analisar o risco de inadimplência, otimizar o onboarding e reduzir as chances de fraude.

2.  Facilidade e experiência

A recepção de dados é uma jornada full digital e bem simplificada. Um exemplo fora do contexto financeiro é o login com Google ou Facebook, que muita gente utiliza em vários apps e plataformas, em vez de criar uma nova conta do zero. No mundo financeiro, essa portabilidade de informações de modo rápido e em poucas etapas vai substituir muitas jornadas complexas, como compartilhar dados cadastrais de uma conta que já possui na hora de criar uma nova conta em outra plataforma. 

3.  Oferta até para negativados

Dentro do cenário econômico atual, onde o desemprego e o endividamento estão em alta, será possível, com a recepção de dados, diferenciar o "caloteiro" de uma pessoa que sempre foi boa pagadora, mas se endividou em um período de crise. Esse é um fator relevante para que credores possam dar um voto de confiança, além de ajudar esse cliente a conquistar um crédito, que muitas vezes o auxiliará até a resolver a própria dívida ativa que nunca quis ter.

4.  Acesso a novos produtos

Se por um lado a recepção de dados com inteligência pode ajudar até mesmo o negativado, por outro, quem tem movimentação financeira há anos em um banco poderá usar essas informações para adquirir produtos adicionais ou melhores levando esses dados para outras instituições.